Broadcast & Cable 2010

Fábio Tsuzuki, da Media Portal Soluções, fez a sua apresentação sobre o sistema MAM, de forma bem didática. “O sistema MAM pode ser adequado a nossa necessidade de armazenamento, que deve ser medido segundo tópicos como infraestrutura, capacidade de processamento e capacidade de armazenamento compatível”, enfatizou.

Ele falou também sobre as mudanças na forma de armazenamento de conteúdo. “Antigamente os sistemas de armazenamento eram fitas Beta ou VHS, que ocupavam grande espaço dentro de uma emissora. Hoje, esse sistema mudou e pode ser medido em Terabytes, onde podemos armazenar grandes volumes de informação em uma fita de dados ocupando pouco espaço físico. Com uma fita de 1,6 Terabyte podemos armazenar cerca de 80 horas de conteúdo com qualidade equilavalente a Betacam”, exemplificou.

Novos formatos implicam em novo tipo de gerenciamento, que hoje é mais complexo, e suporte a diferentes tipos de arquivos. “Hoje não podemos gerenciar apenas um formato de arquivo. Atualmente a preocupação é trabalhar com diversos formatos de vídeo e garantir a sua exibição e armazenamento de forma segura. Por isso, é necessário criar uma infraestrutura dedicada, voltada para cada tipo de negócio. Nossa preocupação é desenvolver um sistema que evolua de acordo com as tecnologias e que suportem formatos como DVD e HD, além de formatos de arquivo como SeaChange, Omneon e Quicktime, entre outros”, disse.

Com a evolução dos formatos e da maneira de armazenar arquivos, a forma de gerenciá-los também muda, se tornando mais complexa. Segundo Tsuzuki, hoje se trabalha em três camadas: operadores de sistemas, armazenamento de conteúdo e gerenciamento de arquivo. “O MAM deve manter uma série de recursos para facilitar trabalhos como a separação de arquivos (para facilitar pesquisas), facilidade de adaptação ao fluxo de trabalho, com capacidade para tratar mecanismos de OCR de textos digitalizados e de transcrição de voz para o texto e um Dicionário Controlado (para evitar erros de grafia). Além disso, deve garantir a gestão de armazenamento e de movimentação para gerenciar o volume de material”, explica.

Com todas essas novas informações, o questionamento sobre qual seria o melhor servidor é inevitável. “O melhor para nós seria o servidor multi-sockets. Além disso, não podemos fugir das novas tecnologias. No futuro, teremos novos servidores, outros sistemas operacionais e storages, além de formas diferentes de fazer armazenamento permanente, sem falar nos softwares de gestão de robótica. É uma renovação necessária e novos planos de investimento precisam ser elaborados nesse sentido”, finalizou.

créditos: Produção Profissional #105 – Eduardo Boni

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