Debate sobre gerenciamento de mídia discute os desafios e oportunidades geradas pela preservação de conteúdo.

Na programação de palestras, o tema MAM (Media Asset Management) foi apresentado na forma de debate entre players de mercado e usuários da tecnologia de armazenamento de mídia com a finalidade de preservação do acervo. Participaram deste painel Giulio Breviglieri (Gerente de Operações e Manutenção da EPTV), João Quérette (CEO da Alfred), Igor Tonini (Engenheiro de Soluções de Pré Vendas da Quantum), Waylton Batista (CEO da Next TV) e Gilvani Moleta (Diretor Técnico da TV Cultura de São Paulo).

Giulio Breviglieri, da EPTV, emissora que retransmite a programação de Rede Globo na região de Campinas e outros, destacou que a produção local é composta por dois telejornais no fim de semana, além das edições diárias de programas jornalísticos da Rede Globo em três horários.

Ele falou sobre os desafios ligados à tecnologia que estão cada vez maiores, graças aos novos tipos de transmissão que surgem no mercado, como TV por assinatura, vídeo on demand, streaming e OTT. Esses novos meios apontam qual será o caminho do audiovisual. Conforme lembrou Breviglieri, a internet, que antes era considerada uma ameaça à TV, hoje é vista como um novo meio de distribuição.

“As duas tecnologias convivem, pois uma das novas tendências é assistir a programação de internet na tela grande dos televisores. Nesse cenário, a produção de conteúdo se torna um grande desafio para as emissoras. A maior preocupação hoje em dia é produzir e administrar o conteúdo, que deve ser pensado de forma a atrair a atenção do telespectador e para ser distribuído e exibido em múltiplas telas.”


Novo ambiente de TV e o resgate histórico

O executivo lembrou que a infraestrutura IP e as tecnologias cada vez mais conectadas permitiram que o celular se tornasse um gerador de conteúdo potencial. Como resultado, temos o aumento no número de produtores e distribuidores de conteúdo. Por isso, os equipamentos de produção precisam oferecer diversas possibilidades dentro de estúdios de TV.

“O MAM é uma ferramenta essencial nos dias de hoje. Ele nos permite agregar todo esse conteúdo e administrá-lo de forma mais eficiente. Como ele é possível colocar as imagens dentro do fluxo de produção, desde a sua chegada até a exibição, além, claro, de organizar um acervo de fácil acesso para consultas futuras.”

Em outro ponto da palestra, Breviglieri falou sobre o acervo histórico das emissoras e usou como exemplo canais que tem programação exclusiva de programação antiga, como o Canal Viva, no Brasil.

“A história da televisão é contada e guardada nos acervos das emissoras. Ainda não temos um modelo amadurecido sobre o que se fazer com o acervo, mas o Canal Viva mostra a importância da preservação do Acervo. É um canal que trabalha exclusivamente com a manutenção do acervo de programas de grande sucesso. Se esse acervo não tivesse sido preservado e não tivesse acesso fácil, seria muito difícil, senão impossível, criar uma grade de programação como é proposta por esse canal.”

Ele também citou a experiência norte-americana do canal ESPN Classic, que exibe jogos antigos. “A programação é composta basicamente por jogos antigos da Liga de Basquete dos Estados Unidos e partidas de futebol de Copas do Mundo realizadas há muitos anos. É um exemplo de canal baseado inteiramente em acervo histórico que foi preservado.”

Além da preservação do conteúdo, o trabalho de arquivamento e gerenciamento do acervo está longe de representar apenas um gasto extra.

“Os cases do Canal Viva e do ESPN Classic são exemplos da importância do gerenciamento correto do acervo e da forma a ter acesso rápido a ele. Além disso, mostram nitidamente como o acervo de programação antiga pode gerar receita para as empresas de televisão.”

No entanto, o executivo, neste novo cenário é importante contar com uma equipe técnica preparada para novas tecnologias.

“Em geral, são pessoas que vieram de um modelo antigo de emissora, com vídeo em banda base e estruturas fechadas para um mundo conectado. A nova geração está preparada para esse mercado e tem desenvoltura para trabalhar com essas novas tecnologias,” finalizou.

Desafios de produção no futuro

João Paulo Quérette, CEO e diretor da Alfred, aproveitou o tema da palestra para falar sobre os desafios da produção digital. Quérette falou sobre um estudo feito em 2010 pela IDC, empresa de inteligência de mercado e consultoria nas indústrias de tecnologia da informação. O estudo aponta que já existem 1.8 trilhões de gigabytes de informação. Ainda segundo o estudo, o número de arquivos vai crescer 75 vezes nos próximos dez anos e o número de profissionais para gerenciar essa quantidade de arquivos deve aumentar em 50%.

A enorme quantidade de geração de dados está ligada diretamente ao surgimento das novas tecnologias e, como ponto inicial dessa transformação citou o surgimento da câmera Tapeless.

“O surgimento da câmara Tapeless mudou a vida dos produtores de conteúdo audiovisual em muitos sentidos. No aspecto da captação funcionou muito bem, porque eliminou a mecânica da câmera convencional. Mas, no caso do arquivamento do material foi criado um problema, uma vez que os cartões e as mídias óticas não funcionam como meios de arquivamento porque tem um custo alto por gigabyte. Ainda é preciso encontrar um meio ideal para guardar essa quantidade enorme de material,” destacou.

O diretor da Alfred falou ainda sobre o aumento natural dos bytes na geração dos vídeos que as novas tecnologias, como 4K e 8K trazem para o mercado e como isso impacta no armazenamento e gerenciamento de arquivos.

“As novas tecnologias multiplicam o número de pixels por quadro e também o número de quadros por segundo. No caso das câmeras slow motion chegamos a mil quadros por segundo. Para se ter uma ideia, apenas uma hora de vídeo sem compressão ocupa 9 terabyte sem uma câmera 8K, o que torna enorme o desafio de se arquivar esse material,” exemplificou.


Os formatos de mídia e o acesso

Quérette falou também sobre as diferenças entre arquivamento e armazenamento. “O storage em disco é de curto prazo, de dois anos no máximo. Depois de certo tempo, esse conteúdo deve migrar para um meio com maior durabilidade, que posso ficar desligado e ser acionado através de robótica.”

Na lista das melhores mídias para arquivamento a longo prazo estão o disco rígido (RDX), a mídia ótica (ODA) e a fita LTO. No entando, segundo lembrou o CEO da Alfred, para cada mídia é preciso considerar aspectos como capacidade por mídia, custo por terabyte e a longevidade.

Também é preciso considerar o futuro de cada mídia. A longevidade de cada formato deve ser considerada com base em aspectos como densidade de área, já que é importante saber se o crescimento da densidade de aérea está acompanhando outras mídias. Em termos de volume, as densidades são muito parecidas”.

O padrão de densidade das mídias, segundo Quérette, será determinante para o processo de gravação e arquivamento no futuro. E a indústria já está se movimentando nesse sentido.

“Em relação à mídia ótica, a Panasonic e a Sony uniram forças para criar o sucessor da tecnologia Blu-Ray. Essa um disco ótico chamado Archival Disc, tem 300 gigabytes e deve começar a ser comercializado ainda esse ano. Isso mostra que a tecnologia ótica continuará com força no mercado,” afirmou.

Essa evolução atinge também o mercado das fitas. Uma das novas tecnologias é a Ferrita de Bário, componente químico que foi usado pela Fijitsu para cobertura de fitas.

“Essa tecnologia permite um crescimento grande de densidade. Com esse material, a Sony conseguiu colocar 74 vezes mais informação em uma fitado que era possível anteriormente. Uma fita LTO que trabalha com Ferrita de Bário conseguiu armazenar 185 terabyte,” ressaltou.

Ainda sobre o tema das mídias, o engenheiro falou sobre o histórico de algumas dos mais famosos formatos do mercado e lembrou que todos, sem exceção, se tornaram obsoletos e deixaram de existir.

“Qualquer mídia física, devido aos avanços tecnológicos, se tornará obsoleta. Por isso, no momento de criar um sistema de MAM, é preciso projetar muito bem a forma como será feita a migração de conteúdos. O fato dos conteúdos serem digitais facilita muito esse trabalho, inclusive para fazer múltiplos backups que vão garantir que esse conteúdo esteja acessível o tempo todo.”


O custo nuvem

Quérette também falou sobre o uso do Cloud para armazenamento, lembrando que há muitas diferenças entre esses sistemas e a mídia física e que é preciso estudar os dois cenários.

Ele ressaltou que a nuvem depende sempre de um meio físico – um datacenter – para armazenar as informações. Nesse sentido, segundo Quérette, o custo de ter os produtos na nuvem, em médio prazo, é muito maior do que tê-los armazenados em uma mídia de LTO.

Segundo ele, outros fatores que limitam o uso dessa tecnologia são as restrições de banda e velocidade, além da percepção de falta de segurança.

“Eu tenho certeza que o futuro será a terceirização, ou seja, a nuvem. Mas, nesse momento, esta não é a melhor solução para empresas que produzem muito conteúdo. No campo do arquivamento, os broadcasters e os produtores audiovisuais ainda vão escolher o seu sistema, seu meio de arquivamento e definirão suas políticas de backup e migração.”


Desempenho ao menor custo

Igor Tonini, engenheiro de soluções de pré-vendas da Quantum e AD Digital, falou sobre o custo de se montar um sistema de MAM e como as soluções tecnológicas podem diminuir esse impacto financeiro para as emissoras.

Lembrando que o setor de broadcasting está em tempo de mudanças, Tonini destacou que é preciso armazenar, proteger e preservar utilizando diversos equipamentos.

“No conceito de End to end workflow, o armazenamento tem de ser superior ao storage e a mídia. Ele deve abranger todo fluxo de trabalho de uma ponta a outra, desde o nascimento da mídia até o ingest da imagem, passando pelo processamento, adição de efeitos gráficos, distribuição de conteúdo e armazenamento. É preciso lembrar que, assim como o meio de armazenamento muda, o meio de distribuição de conteúdo também se modifica,” concluiu o palestrante.

Arquivamento para ganhar

Conforme destacou Tonini, o processo de arquivamento vai muito além de manter prateleiras lotadas de material antigo. Tornar esse processo automático economiza tempo e dinheiro. “Quanto mais rápido conseguirmos proteger, arquivar e acessar um conteúdo de interesse, maior o sucesso do sistema de gerenciamento. Temos um conceito interno fortemente ligado ao desenvolvimento de patentes e tecnologias para o futuro.”

Assim como outros palestrantes, ele também falou sobre os meios de armazenamento, que vão desde disco primário e secundário, mecanismo de arquivamento e cloud.

“São diferentes meios de armazenamento que são acessados através de mudanças no fluxo de trabalho. É importante que o usuário decida qual será o melhor meio de armazenamento para a sua mídia, considerando a flexibilidade no workflow para conseguir acompanhar as mudanças de tecnologia que vão acontecer no mercado,” pontuou.

Para Tonini, um bom projeto de MAM é aquele que consegue gerenciar todo o material armazenado, com uma ferramenta de busca e acesso ao catálogo eficiente em um ambiente de onde existem petabytes de dados.

“A integração de todos esses sistemas de forma correta é que garante um projeto MAM eficiente e feito para durar. Gerenciar todo esse conteúdo requer total integração dos meios envolvidos. Investimos muito nesse quesito oferecendo integração nativa com cada um dos nossos partners, abrangendo desde o segmento de vídeo até o backup”, ressaltou Tonini.

O executivo falou também o conceito de Archiving, ressaltando a importância de arquivar dados para uso futuro.

“Archiving é uma informação que pode ser acessada a qualquer momento, por isso esse acervo deve estar disponível para quando for necessário. O arquivamento reduz custos de armazenamento primário e protege o conteúdo dentro de uma mídia confiável.”

Ele falou também sobre as vantagens de se manter o arquivo digitalizado dentro das emissoras.

“O objetivo principal é tornar rentável os arquivos que as emissoras têm armazenados em seus sistemas. Para isso, existem diversas ferramentas que garantem não só o armazenamento, mas também a proteção desse conteúdo sem a necessidade de backups diários.”

Tonini falou sobre a cultura de ObjectStorage, que tem apenas cinco anos e que se tornou base para aquilo que a maioria dos provedores de cloud disponibiliza.

“Há dez anos tivemos uma grande procura pelo cloud e essa tendência está se transformando. No mundo de broadcasting, que trabalha com vídeo e som, é preciso ter acesso rápido ao conteúdo. Nesse cenário, o conceito de clouds híbridas vem ganhando espaço. Um estudo mostrou que a aceitação desse tipo de produto tem previsão de crescimento de até 19%. Todo update tecnologia surge de uma necessidade e hoje essa necessidade é de armazenamento,” finalizou.


Centralizando e distribuído

O executivo da NEXT TV Waylton Batista explorou o conceito de MAM desenvolvido pela sua empresa, que tem um modelo centralizado e distribuidor. Ele explicou que o sistema capta as mídias e as centraliza nos storages, distribuindo esse conteúdo.

“Esse sistema foi implantado há algum tempo TV Sergipe de Aracaju e, atualmente, estamos sendo instalado no SBT de Brasília,” contou. No sistema desenvolvido pela NEXT TV um aplicativo multiplataforma que funciona em Windows, Mac, Linux e via web.

“Esse sistema permite que o jornalista faça o ingest de qualquer uma das mídias, seja cartão de memória comum, pen drive ou SD, através de sua própria máquina. A conversão é feita automaticamente para um padrão definido e, na edição, o jornalista pode indicar as alterações que devem ser feitas antes da exibição da matéria.”

De acordo com Batista, a necessidade de se fazer um sistema de MAM surgiu da demanda de clientes. O software cobre a emissora de uma ponta à outra e está totalmente integrado, inclusive com suporte para legenda e dublagem de material.

“Todo o material do MAM é visualizado dentro do playout e pode ser exibido mediante aprovação. A legenda é um recurso interessante para grandes igrejas, que tem filiais em diversos países. O sistema permite que o vídeo originalmente gravado no Brasil seja exibido para outros países, seja na América Latina ou Estados Unidos,” exemplificou.

Controle de gestão

Em sua palestra, Gilvani Moletta, diretor técnico da TV Cultura de São Paulo, destacou que o legado da emissora é o seu grande diferencial em relação aos concorrentes. Diferente de outras emissoras comerciais, a TV Cultura vive muito mais do acervo do passado do que de novos arquivos. Por isso mesmo, conta com longo histórico de iniciativas para preservar o conteúdo através da digitalização.

“Temos uma cervo muito rico e, no passado, passamos por algumas tentativas de digitalização, mas em mídias não tão amigáveis. O grande desafio é conseguir um sistema de digitalização que se perpetue e que não torne a emissora refém de formatos de mídia. Na televisão, diferente de TI, a expectativa de duração dos investimentos é, em média, de dez anos ou mais”,

Moletta contou que iniciou os estudos de MAM na TV Cultura no ano de 1999 e que tinha uma ideia muito diferente a respeito do funcionamento desse sistema.

“Achávamos que um software resolveria todos os nosso problemas. O sistema MAM que tínhamos prometia redução de custo e melhorias na produção, com inteligência artificial e fácil operação. Mas infelizmente não aconteceu exatamente dessa forma, sobretudo no que diz respeito à facilidade de operação e redução de custos.”

Dona de um acervo de milhares de fitas, nos mais diversos formatos, a TV Cultura de São Paulo está em constante processo de digitalização dos arquivos.

“A quantidade de arquivos e fitas é enorme e conhecemos apenas 30% do conteúdo que existe dentro deles. Entre eles estão todos os gols da década de 60 e 70, mas muita coisa simplesmente não tem identificação”, destacou.

De acordo com Moletta, o processo de digitalização está em andamento, e cerca de 90% do acervo de Quadruplex foi realizado, mas ela foi trabalhada para um tipo de mídia que dificulta demais a restauração do acervo.

“Quando precisamos de um material nesse formato, o tempo de restauração é de 40 horas. Todo esse acervo é muito difícil se não existe um gerenciamento sobre o tipo de material. A gerência de um acervo digital é ainda mais complexo. Aprendemos que, nesse caso, a organização vale tanto quanto a tecnologia.”

Com um histórico de digitalização que atravessa os anos e que parece uma história sem fim, a TV Cultura investe 35% de seus recursos anuais nesse processo.

“Desse valor, boa parte é gasta para suprir a defasagem tecnológica e outra quantia menor aplicada em inovação. Pretendemos chegar em 2018 invertendo esse quadro e destinando 60% da verba para inovação dos sistemas.”

Sobre os processos de digitalização, Moletta lembrou que o objetivo é ter uma plataforma que permita agregar as novas soluções sem ter de mexer em todo fluxo de trabalho.

“O maior desafio, nesse caso, é convencer as equipes a se adaptarem a um fluxo de trabalho que, dali a alguns anos será totalmente modificada novamente. A tecnologia que temos hoje na TV Cultura exige muita mão de obra e isso é um problema. Quanto mais automação conseguirmos dentro de nosso processo de gerenciamento, menor será o impacto dos custos na folha de pagamento. Para nós, o recurso tecnológico tem como função aumentar a segurança e diminuir custos,” finalizou.


MAM da EPTV

O executivo lembrou que o MAM dentro da EPTV facilitou muito o trabalho de pesquisa para a equipe de jornalismo. Ele lembrou que o sistema de gerenciamento do arquivo anterior tinha sido desenvolvido nos anos 2000 em Access e depois migrado para um banco de dados SQL.

“Temos perto de 18 mil horas de conteúdo em HD, SD, fitas Beta, DVC-Pro e discos XD Cam. Eram mais de 9.500 fitas Beta e 700 mil fotos. Esse acervo precisava ser melhorado, pois o pessoal tinha dificuldade de encontrar o material solicitado,” lembrou.

O projeto de digitalização começou em 2011, com a definição de algumas premissas, considerando toda a base de dados que tínhamos e o sistema precisava atender a todas as frentes do negócio, de acordo com os formatos solicitados por cada programa de emissora.

Outra tarefa era disponibilizar uma ferramenta de pesquisa para que os profissionais assistissem o conteúdo em baixa resolução e escolher o material. Também buscamos por uma ferramenta de digitalização automática que editasse os trechos das fitas, já que cada corte é um registro na base de dados. Também era preciso de uma ferramenta de conversão de formato.

“Hoje em dia, o jornalista tem acesso ao conteúdo, escolhe as imagens que deseja e faz o pedido. O sistema de MAM gerencia todo o fluxo de disponibiliza para a central de jornalismo. Com o novo sistema não acessamos mais as fitas. Trabalhamos essencialmente com a transferência de arquivo e a conversão de formatos, de acordo com a solicitação do usuário. É ele que faz todas essas tarefas de gerenciamento.”


Estrutura hoje

O executivo lembrou que. Atualmente, a emissora conta com uma sala de robótica de fitas LTO e um ambiente de virtualização. “Todos os servidores do sistema – tanto de base de dados e conversão de arquivos como de interface web para pesquisa – são máquinas virtuais. Dessa forma reduzimos muito a infraestrutura e entregamos serviços com qualidade. O armazenamento é feito em storages que guardam os últimos dois anos de conteúdo, depois disso fazemos um backup em fitas. Esse período de dois anos é mais do que suficiente, uma vez que o jornalismo usa material de, de máximo seis meses.”

São dias estações de ingest que fazem a digitalização das fitas e fizemos ações de customização para definir os fluxos de trabalho, identificando que tipo de soluções e ferramentas os usuários precisavam.

É importante conhecer bem as necessidades desses parceiros internos para que eles se sintam inseridos no projeto e para que a tecnologia implantada seja utilizada por esses canais de forma satisfatória”.


Benefícios

Para eles, os benefícios do MAM facilitou o acesso ao acervo da emissora.

“Utilizando um sistema como esse trouxe muito mais flexibilidade para o acervo. O uso do conteúdo armazenado se tornou mais intenso graças as facilidade de pesquisa e acesso dessa ferramenta. Com o uso do MAM foi possível reutilizar um conteúdo evitando o desperdício de recursos.”

Ele falou sobre a transformação no nível técnico dos funcionários, outro ponto positivo nessa mudança. “Um arquivista que antes tinha um trabalho bastante restrito, teve de aprender mais sobre as novas tecnologias e o funcionamento da transferência de arquivos e catalogação.”

Foi um processo de grande valia que chega a segunda implantação na emissora em Ribeirão Preto. “Para o futuro planejamos fazer o mesmo processo nas emissoras em São Carlos e Varginha nos próximos anos. Isso reflete o sucesso do projeto.”

Fonte: http://www.panoramaaudiovisual.com.br/edicao-digital/?edicao=244

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